O HOMEM PRESO PELAS SUAS CADEIAS

 

Há uma tendência do homem de ser:

  • “Antropocêntrico” – O Homem no Centro
  • “Egocêntrico” – O Eu no Centro

O homem quando é egocêntrico é tão frágil como a maré, a sua fúria é quebrada na areia. É como um grande navio que é controlado por um pequeno leme. Assim é o homem arrogante e egoísta. Está preso por cadeias formadas pelas suas próprias ideologias. O egocênctrico é insaciável.

Não se conforma em simplesmente ganhar, mas sim, que os outros percam. Seu mundo é individual. Não ganha investindo, ganha roubando. Roubando a boa vontade dos outros, a simplicidade, a oportunidade, não se alegra com o que tem, pois é insaciável. Este nunca alcança as posições almejadas, pois sempre tem alguém acima. Depois disto vêm às frustrações por sonhos não realizados, e, estas frustrações provocam a insegurança e o medo.

O medo não é somente por não alcançar, mas sim por outro chegar ao lugar que supostamente era dele. Esta insegurança trás inveja, e não admite que alguém ganhou, mesmo que ele tenha perdido, ninguém pode ser vitorioso.

Nasce o ciúme cego!

Tem um zelo desenfreado do que está ligado a ele. Esta cadeia é dividida em diversas cadeias. Salomão, por exemplo, foi insaciável por mulheres durante a sua juventude quando chegou á velhice reconheceu e disse: “Tudo era vaidade.” (Ec 1:2)

Geazi e Balaão que sendo ambiciosos pelos bens materiais, um morre leproso e o outro no campo de batalha. Coré, com anseio em tomar uma posição que não lhe era cabível, é devorado pela terra. Assim tem sido o fim de todos os presos pelas cadeias formadas pelas próprias mãos.

Quem está nesta prisão não tem noção do mundo exterior que está ao seu redor. O seu mundo não é compartilhado com mais ninguém. Não pensam nas consequências que vêm ao seu encontro muito menos no amor ao próximo. Não percebe que seus pés estão atados e por isso não consegue dar um passo ao encontro dos seus objectivos. Não reconhece que as mãos estão atadas por isso se contenta em tomar as migalhas que caem da mesa dos outros.

Quem não aprende com a Bíblia, aprende com a natureza. O sol brilha para todos, bons e maus. A chuva não pergunta que parte da terra é para ser regada, não há escolha. A bênção é para todos!

A Bíblia nos exorta dizendo que devemos considerar o irmão superior a si mesmo.

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Fl 2:3)

Pr. Pres. Milton Novais dos Santos

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